Curso Online Desoneração da Folha

06/10/2011

Direito de Greve. Quem fica com o prejuízo?

O post abaixo é assinado por um colega da área contábil, que me passou o e-mail hoje (06/10/2011) e eu solicitei autorização para postar, pois concordo com o seu conteúdo. Autorização concedida, eis o conteúdo (os grifos em "amarelo" são meus):

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Boa tarde!


Caro colegas! Pensei em me calar, pois não "escuto eco" em minhas reivindicações, mas tem coisa que não dá para deixar a cargo do tempo e do acaso....

O que mais ouvimos de Sindicatos, é que a greve é um direito. Gostaria de uma melhor definição de “DIREITOS”. O limite do direito de alguém, não se limita até atingir o DIREITO DO OUTRO?

O meu DIREITO, e de qualquer cidadão, é não ser desrespeitado e muito menos ter prejuízos com estas greves (Hoje: Correios e Bancos). Assim como eu, milhares de pessoas e empresas estão tendo prejuízos. Quem vai pagá-los? Particularmente eu acho, já que os Sindicatos tem dinheiro de sobra até para contratar desocupados para engrossarem os “piquetes” ("Grevistas de aluguel" - Jornal Zero Hora) , deveriam ser responsabilizados.

Quero ver o pagamento do FGTS que vence amanhã (dia 07) e no caso aqui de Colombo, vence hoje (amanhã é feriado municipal). Não consegui efetuar o pagamento via internet e nem nos terminais de auto-atendimento da CEF (que não tem esta opção). Com a palavra a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. Fico imaginando quantos FGTS vou ter que refazer, pelo fato dos meus clientes não conseguir pagar. Quem vai arcar com estes prejuízos?

Infelizmente nenhum órgão pode controlar sindicatos. Partindo deste princípio, diria que é a MAIOR FORÇA hoje no país. Não fosse assim, o Ministério Público e o Governo Federal já teria resolvido a questão das greves, não é mesmo?

Com relação aos grevistas, li um artigo recentemente e recomendo a leitura, escrito por Diego da Silva (http://administracao.mauriciodenassau.edu.br/greves-ate-onde-vai-o-direito-e-aonde-comeca-o-desrespeito/), que diz o seguinte:

O mercado está aberto para os profissionais, se você não está contente com seu salário distribua seu currículo, e observe as propostas que você terá, se forem mais atrativas nada impede você de trocar de emprego. Por que o usuário deve ser prejudicado pelo seu descontentamento?

Por outro lado, os culpados somos nós mesmos que ficamos na passividade. O brasileiro, de modo geral, é um COVARDE. Como diria um provérbio oriental: "A paciência em um homem é uma virtude. Em um povo é quase sempre uma covardia.". Não fosse assim, poderíamos mostrar nossa força para qualquer empresa ou órgão do governo (DIREITO TAMBÉM DE SE MANIFESTAR E SERIA UMA FORMA DA “NOSSA GREVE”). Já imaginou se todos aderissem aos apelos de poucos e que sempre não resulta em nada, por exemplo: um período sem entrar em agência bancária; alternativas para não usar os correios; um dia sem carro; um dia sem telefone; um dia sem televisão; um período sem pagar impostos (mesmo que tenhamos arcar com juros e multas); passeata contra a corrupção, etc. Ora, criticamos tanto os argentinos, mas acho que temos muito que aprender com eles.

Era a indignação.

MOACYR LUIZ DA SILVA
Microempresário em Colombo - PR

"A passividade pode também ser, a pá que cava a própria cova." - Thomas Korontai - Presidente do Instituto Federalista

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