Curso Online Desoneração da Folha

14/12/2011

Vale-Transporte pago em dinheiro - Não incidência previdenciária

SÚMULA No 60, DE 8 DE DEZEMBRO DE 2011


D.O.U.: 12.12.2011

O ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 4º, inc. XII, e tendo em vista o disposto nos arts. 28, inc. II, e 43, caput, § 1º, da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993, no art. 38, § 1°, inc. II, da Medida Provisória n° 2.229-43, de 6 de setembro de 2001, no art. 17-A, inciso II, da Lei n° 9.650, de 27 de maio de 1998, e nos arts. 2º e 3º, do Decreto n° 2.346, de 10 de outubro de 1997, bem como o contido no Ato Regimental/AGU nº 1, de 02 de julho de 2008, resolve:

"Não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale-transporte pago em pecúnia, considerando o caráter indenizatório da verba".

Legislação Pertinente: CF, artigos 5º, II, 7º, IV, XXVI, 150, I, 195, I, "a", 201, § 11; Lei nº 7.418/85, artigo 2º; Lei nº 8.212/91, artigo 28, I e 9º, "f"; Decreto nº 95.247/87, artigos 5º e 6º; Decreto nº 3.048/99, artigo 214, § 10.

Precedentes:

Tribunal Superior do Trabalho - 1ª Turma: TST-AIRR-234140-44.2004.5.01.0241, Rel. Min. Vieira de Mello Filho, j. 26.05.10; 2ª Turma : TST-RR-95840-79.2007.5.03.0035, Rel. Min. Renato de Lacerda Paiva, j. 23.03.11; 3ª Turma: TST-AIRR-76040-07.2006.5.15.0087, Rel. Min. Alberto Luiz Bersciani de Fontan Pereira, j. 15.04.09; 4ª Turma: TST-RR-89300-12.2006.5.15.0004, Rel. Min. Maria de Assis Calsing, j. 22.04.09; 5ª Turma - 35340-21.2008.5.03.0097, Rel. Min. João Batista Brito Pereira, j. 24.11.10; 6ª Turma: TST-RR-16100-63.2006.5.15.0006, Rel. Min. Augusto César Leite de Carvalho, j. 23.03.11; 7ª Turma: TST-RR-131200-26.2004.5.15.0042, Rel. Min. Pedro Paulo Manus, j. 02.03.11; 8ª Turma : TST-RR-4300-57.2008.5.04.0561, Rel. Min. Carlos Alberto Reis de Paula, j. 30.03.11; e SESBDI-1: TST-E-RR-1302/2003-383-02-00.7, Rel. Min. Vieira de Mello Filho, j. 17.12.07. Superior Tribunal de Justiça - 2ª Turma: REsp 1180562/RJ, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, julgado em 17/08/2010, DJe 26/08/2010); 1ª Seção: EREsp 816.829/RJ, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, julgado em 14/03/2011, DJe 25/03/2011.

Supremo Tribunal Federal - Plenário: RE 478410/SP, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 14.05.10.

LUÍS INÁCIO LUCENA ADAMS

________________________________________

Comentário da Zê: o STJ e o STF, através de decisões de 2010, já haviam batido o martelo sobre a contribuição sobre o vale-transporte ser indevida, quando este for pago em dinheiro.

Entretanto, alerto que a lei do vale-transporte AINDA NÃO MUDOU, ou seja, caso haja uma visita da fiscallização, poderá ser exigida a contribuição. E, nesse caso, caberá à empresa fazer uma defesa baseada nos precedentes acima citados.

Mas, alerta 2: os valores pagos a título de vale-transporte devem ser COMPATÍVEIS com o objetivo, ou seja, pagar as passagens do empregado para o trabalho e vice-versa. Assim, recomendo que as empresas que forem se utilizar do pagamento em dinheiro, continuem exigindo do empregado a declaração de uso do vale-transporte e limitem o pagamento ao valor declarado pelo empregado como de utilização do transporte. Pagar valores acima do que seria devido, poderá ser considerado como "remuneração indireta" e sujeito à multa e contribuições.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pela visita! Entre no Novo Blog da Zê: www.zenaide.com.br